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Preocupação com liberdade religiosa no Uzbequistão após prisão de cristãos

Foto do escritor: Tarcísio CastanTarcísio Castan

Muitas igrejas da Ásia Central se reúnem de forma secreta (Imagem ilustrativa)


No domingo, 9 de abril, a celebração de Páscoa em uma igreja no Uzbequistão foi interrompida de forma violenta pela invasão da polícia local. A igreja fica na cidade de Qarshi e é conhecida pelo trabalho com a comunidade surda na região. Relatos indicam que os policiais entraram na igreja sem aviso prévio e começaram a retirar à força os fiéis presentes no local, incluindo crianças e idosos. Os policiais prenderam dez cristãos e assustaram os membros locais, principalmente os cristãos surdos que estavam no culto.

Essa ação foi fortemente criticada por líderes religiosos e organizações de direitos humanos, que classificaram a invasão como uma violação da liberdade religiosa. O governo uzbeque, por sua vez, afirmou que a ação foi realizada porque a igreja estaria operando sem as devidas autorizações.

No entanto, é importante ressaltar que a liberdade religiosa é um direito fundamental garantido pela Constituição do Uzbequistão e por tratados internacionais dos quais o país é signatário. Além disso, a perseguição a minorias religiosas tem sido uma prática recorrente no país, especialmente contra cristãos e muçulmanos que não seguem a vertente sunita predominante.


Portanto, é necessário que as autoridades do Uzbequistão respeitem os direitos religiosos de seus cidadãos e evitem ações violentas e discriminatórias contra minorias religiosas. A liberdade religiosa é um valor universal que deve ser protegido e promovido em todo o mundo, independentemente de crenças ou nacionalidades.

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